Enxaqueca comum

Enxaqueca é a 10ª doença mais incapacitante do mundo segundo OMS

Enxaqueca comum deve sempre ser tratada, pois afeta a qualidade de vida na época mais produtiva da vida. Afeta mais as mulheres do que os homens, iniciando muitas vezes após a primeira menstruação.

Cerca de 10% da população em todo o mundo tem enxaqueca comum.

Enxaqueca é uma doença neurológica genética, podendo ser herdada dos pais. Existe um núcleo no cérebro chamado núcleo trigeminal que é responsável por gerar a crise de enxaqueca. Ocorre uma dilatação das artérias cerebrais e os nervos que recebem as informações destas artérias ficam inflamadas. Por isso paciente sente dor latejante ou pulsátil, com a sensação que o coração estivesse batendo na cabeça.

Existem critérios clínicos bem definidos e seguimos a classificação internacional das cefaleias para encontrar o diagnóstico. São eles:

1º) 5 crises de dor de cabeça ao longo da vida que preenchem os demais critérios;

2º) cefaleia que dura de 4 a 72 horas com pelo menos 2 destes sintomas: dor moderada ou forte; laejante ou pulsátil; unilateral e piora com movimentos da cabeça;

3º) cefaleia acompanhada de pelo menos 1 destes sintomas: náuseas; vômitos; fonofobia e fotofobia.

Não existe nenhum exame que detecta ou confirma a enxaqueca. Geralmente inicia na adolescência, mas pode já manifestar desde a infância. a enxaqueca tem que ser entendida como uma doença que precisa ser tratada, pois ela é a 10ª doença mais incapacitante do ser humano, segundo a organização mundial de saúde.

Tratamento da enxaqueca comum

O tratamento se divide em:

-Tratamento preventivo com remédio

-Tratamento preventivo sem remédio – sempre está indicado

– Controle dos gatilhos de crise – sempre está indicado

-Tratamento das crises – sempre está indicado

– Agulhamento seco

– Bloqueio de nervos cranianos

– Eletroacupuntura  – sempre está indicado

Referências

Goadsby, Peter J., Richard B. Lipton, and Michel D. Ferrari. “Migraine—current understanding and treatment.” New England Journal of Medicine346.4 (2002): 257-270.

Goadsby, Peter J., et al. “Pathophysiology of migraine: a disorder of sensory processing.” Physiological Reviews 97.2 (2017): 553-622.

Akerman, Simon, Philip R. Holland, and Peter J. Goadsby. “Diencephalic and brainstem mechanisms in migraine.” Nature reviews. Neuroscience 12.10 (2011): 570.

Burstein, Rami, Rodrigo Noseda, and David Borsook. “Migraine: multiple processes, complex pathophysiology.” Journal of Neuroscience 35.17 (2015): 6619-6629.

Moskowitz, Michael A. “Neurogenic inflammation in the pathophysiology and treatment of migraine.” Neurology 43.6 Suppl 3 (1993): S16-20.

Kassebaum, Nicholas J., et al. “Global, regional, and national disability-adjusted life-years (DALYs) for 315 diseases and injuries and healthy life expectancy (HALE), 1990-2015: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2015.” The Lancet 388.10053 (2016): 1603.

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