Cefaleia psicossomática ou emocional

Cefaleia psicossomática é a dor de cabeça de origem emocional

A cefaleia psicossomática é causada pela somatização. É uma queixa física que, ao ser avaliada pelo médico e investigada adequadamente, não se encontra base orgânica para tal queixa. Vale a pena deixar bem claro que há pessoas com dor de cabeça diária, incapacitante e que apresentam as funções emocional normais, apesar de todo o sofrimento. Nunca podemos considerar que todo paciente que tem dor crônica também têm problemas psicológicos. O estudo CaMEO mostrou que dentro do grupo de portadores de enxaqueca crônica, 40% dos pacientes têm transtorno de ansiedade e 30% têm depressão. São índices altos, por outro lado a maioria se demostra psicologicamente estável.

Voltando a cefaleia psicossomática, existe um perfil que sugere a existência dessa dor. Relatos de múltiplas queixas físicas sem diagnóstico coerente e inciados antes dos 30 anos de idade. Queixas de dor em vários locais diferentes do corpo, sem conexão. Presença certa de ambos sintomas gastrointestinal e sexual. Presença de sintomas neurológicos que podem parecer com quadro de AVC.

O padrão da dor não se enquadra nas outras dores conhecidas. Em geral os analgésicos comuns e até mesmo analgésicos fortes são completamente ineficazes.  Pode ocorrer benefício com sedativos. Em geral, como se a dor não fosse do corpo, e sim da alma. O diagnóstico é alcançado quando focamos o tratamento da melhora do componente emocional e, concomitantemente, a dor de cabeça melhora. Alguns casos mais dramáticos exigem internação em casas de cuidado psiquiátrico.

O grande desafio  é quando a cefaleia psicossomática ocorre junto com a enxaqueca.

Se exige muita habilidade do médico em separar qual dor é da enxaqueca e qual dor é emocional. Toda dor é real, mesmo a dor emocional. A dor é o que o paciente diz sentir e dela sofre. Existem muitos pacientes psicologicamente estáveis e que apresentam uma fobia a dor. Chama-se catastrofização da dor, ou seja, a crise de enxaqueca parece uma catástrofe. Devido a fobia, o cérebro produz uma substância que multiplica a dor da enxaqueca. Nesse ponto, técnicas de relaxamento e esvaziamento mental são extremamente úteis na crise. Claro que essas medidas sem os analgésicos não vão funcionar completamente, mas com certeza a crise vai ser mais fraca e vai passar mais rápido.

Compartilhe este artigo, Escolha a plataforma!