Atualmente, sabemos que há muitas causas (como a cefaleia cervicogênica) e tipos de dor de cabeça. Como diferenciar uma enxaqueca de uma dor de cabeça comum?
Abordamos hoje a dor de cabeça que se origina no pescoço, uma variação que acomete muitas pessoas.

A Cefaleia Cervicogênica

Cefaleia cervicogênica é a dor de cabeça que se origina do pescoço, seja devido a lesões na coluna cervical, nos músculos responsáveis pelo seu movimento ou nos nervos occipitais que tem origem na parte mais alta da coluna cervical.

A classificação internacional das cefaleias sugere que o diagnostico seja confirmado desde que preencha alguns critérios:

  • Evidência clínica ou por exames de uma lesão na coluna ou nos tecidos moles do pescoço (músculos ou nervos)
  • Evidência de relação, como surgimento da dor de cabeça após início do problema do pescoço e melhora com o tratamento específico, redução da capacidade de movimentar o pescoço e melhora imediata da dor após um bloqueio anestésico do nervo ou do músculo responsável pela dor

É uma condição muito comum e os estudos mostram que ela é capaz de agravar as crises de enxaqueca, seja na sua intensidade quanto na sua frequência. Seu tratamento, além do alívio no pescoço, propicia uma amenização da enxaqueca, sendo que em alguns casos pode reduzir significativamente a enxaqueca e evitar sua cronificação.

Os tratamentos da Cefaleia Cervicogênica

Os tratamentos são:

Medicamentos analgésicos de acordo com o nível de dor

Medicamentos preventivos (neuromoduladores) se dor crônica

Procedimentos de alivio rápido:

Agulhamento seco

Bloqueio de nervos cranianos ou cervicais

Eletroacupuntura

A reabilitação física

Programa de reabilitação física – plano de ação em conjunto com a fisioterapia

1 ª etapa: analgesia (tens, infravermelho, terapias manuais, etc.)

2ª etapa:  alongamento da musculatura cervical

3ª etapa:  fortalecimento da musculatura cervical

4ª etapa: correção postural (pilates, rpg, isostretching, etc) e mudanças ergométricas (ambiente de trabalho, uso incorreto do celular, etc)

Esse processo leva em média 3 meses e é necessário que após esse processo o paciente continue realizado atividades físicas, pois o sedentarismo é causa de recaída da cefaleia cervicogênica.

Referências

Fernández-de-Las-Peñas, César. “Myofascial head pain.” Current pain and headache reports 19.7 (2015): 28.

Nicholson, Robert A., et al. “Nonpharmacologic treatments for migraine and tension-type headache: how to choose and when to use.” Current treatment options in neurology 13.1 (2011): 28-40.

Millstine, Denise, Christina Y. Chen, and Brent Bauer. “Complementary and integrative medicine in the management of headache.” BMJ 357 (2017): j1805.

Neblett, Randy, et al. “Establishing clinically relevant severity levels for the central sensitization inventory.” Pain Practice 17.2 (2017): 166-175.

Piovesan, Elcio J., Pedro A. Kowacs, and Michael L. Oshinsky. “Convergence of cervical and trigeminal sensory afferents.” Current pain and headache reports 7.5 (2003): 377-383.

Bartsch, T., and Peter J. Goadsby. “The trigeminocervical complex and migraine: current concepts and synthesis.” Current pain and headache reports 7.5 (2003): 371-376.

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